Arquivo mensal: novembro 2013

Micreiro x Informata

Quais as diferenças entre o Micreiro e o Informata?

O Micreiro é um curioso. Passa boa parte da vida com aquele bom espírito entusiasta, pode até mesmo ter boa fé mas não tem um conhecimento sólido de boas práticas para solucionar problemas informáticos. O Micreiro em geral pouco reflete sobre o impacto de suas “soluções” aplicadas a estes problemas o que pode causar um transtorno muito grande para a sua contraparte, o cliente. O cliente por sua vez começa a ter uma visão deturpada dos demais profissionais de informática, criando em sua mente um estereótipo (uma imagem pré-concebida de informatas) que não condiz com a realidade. O micreiro em suas ações bem intencionadas, ao atender o cliente de forma incorreta acaba na verdade “queimando o filme” dos demais profissionais que atuam seriamente na área de informática. Esse atendimento errôneo causa uma série de consequências graves, e podemos citar como o maior deles: a desvalorização do Informata.

O Informata aos olhos dos clientes do mercado passa a ser visto como mais uma pessoa que “mexe com computador”, e faz o que outras pessoas são capazes de fazer. Trocando em miúdos, todo mundo pode fazer o que o informata faz, inclusive aquele sobrinho do seu tio, de doze anos – aquele que invadiu o site da polícia e é considerado pela mídia malinformada um “gênio”, ou aquele que faz montagens incríveis no Photoshop depois de ter consultado vídeo-tutoriais.

O prestígio do Informata assim caminha, pelo ralo, e os profissionais da área passam por dificuldades de conseguir um salário digno, porque afinal, todo mundo faz o que ele faz e as empresas empregadoras acabam não valorizando sua formação e experiência que são autênticas.

– Será mesmo que todo mundo pode fazer o que faz um Informata?

Micreiro x Informata

Na verdade o Informata pode até ser um curioso como o Micreiro, um entusiasta, mas no fundo, além da paixão pela sua profissão, ele se mantém constantemente atualizado, mantém a mente aberta para ouvir as necessidades do cliente, pesquisa e compreende o impacto de suas ações e quais elementos, departamentos e pessoas podem ser atingidos pela sua solução. O Informata cria cenários de possíveis soluções, antevendo situações como um verdeiro tabuleiro de xadrez e, colocando as cartas na mesa, negocia com o cliente a melhor solução. O cliente fica supreendido com o estudo minuncioso das implicações e as soluções propostas mas, por estar contaminado com o estereótipo criado no mercado afora pelos micreiros, acaba acreditando que o custo da solução é alto demais para o seu bolso.

A pergunta que o cliente deve fazer a si mesmo é: quanto vale o quanto é importante minha informação? Se o cliente dá valor verdadeiro ao seu negócio, ao seu produto ou serviço, se quer atender o mercado, obviamente uma “solução caseira” dada por um micreiro não será suficientemente segura e robusta.

O jeitinho dado pelo Micreiro não pode ser considerado uma solução séria na área de informática. Os paliativos dadas por micreiros são soluções incompletas, são de curta duração, elaborados muitas vezes por uma visão equivocada do problema. Já o Informata dá soluções de carater mais permanente ou de longa duração para a situação atual do cliente, visando agregar valor ao negócio do cliente. A preocupação do Informata vai além de software e hardware, indo de encontro às verdadeiras necessidades do cliente, à ampla compreensão do negócio para que seja dado o melhor atendimento. Somente o diagnóstico de um Informata pode ser considerado o melhor remédio para problemas informáticos vivenciados pelos clientes do Brasil que precisam da informática para alavancar seus negócios e aumentar seus lucros.

Respeitemos portanto o trabalho do Informata, que acumula um grande conhecimento empírico e teórico de Informática, que se preocupa com as implicações de suas soluções e que se dedica integralmente ao cliente em busca de uma solução estável que agrade a ambos.

Quanto aos Micreiros, convidamos a estes que desejam tornar-se Informatas que estudem com empenho e dediquem-se aos clientes. Nunca ofereçam uma só solução. Nunca desistam.

Acreditamos que a regulamentação possa ajudar os Informatas a resgatar sua valorização, e que seus salários lhes deem ao menos a oportunidade de investir em mais estudos, que possam aprimorar suas formações e que as empresas ganhem ainda mais com esse conhecimento que tornará o Informata único.

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