Arquivo mensal: janeiro 2015

Descanse em Paz Projeto de Lei 607 de 2007

O projeto de lei 607 de 2007, sequestrado por Wellington Dias, e mantido em cativeiro por mais de um ano foi arquivado depois que o senhor senador conseguiu se eleger como governador do Piauí, com um padrinho que atende pelo nome Luis Inácio da Lula Silva, o mesmo que instituiu a dinastia petista no poder por mais de 10 anos no Brasil.

Ficou claro que ao reter o projeto de lei, Wellington não tinha nenhum interesse em tramitá-lo para chegar à conclusão com votação da casa. Afinal de contas, reter um projeto é uma forma de impedir que outros políticos o tramitem, favorecendo diretamente empresários contrários à regulamentação, mantendo o mercado dos informatas na bagunça atual em que se encontra, onde não há responsáveis pelas falhas de sistemas de informação que lidam diretamente com informações médicas, financeiras, aeronáuticas, entre tantas outras.

wpetista

O projeto 607 de 2007 não era perfeito, mas era um ponto de partida, onde se tentou valorizar o “profissional de informática” fazendo com que somente as pessoas formadas pudessem exercer a profissão. O projeto também instituia um conselho federal de informática, tema ainda muito mais polêmico do que a regulamentação da profissão em si. “Haters” fervorosos pipocaram de algumas esferas, tentando justificar/associar o caos da informática no Brasil à liberdade “pregada” por personalidades (como Steve Jobs) que tiveram sucesso financeiro em um país estrangeiro (Estados Unidos).

Steve Jobs mesmo sendo criativo não pregava a “liberdade” pintada pelos haters no Brasil, e qualquer ex-funcionário da Apple ou biografia autorizada de Jobs pode contar o quanto ele era agressivo e pouco compreensivo.

Steve-Jobs-Google-Autosuggest[1]

Portanto apareceram alguns brasileiros tentando justificar a não-criação de um conselho e ficaram obstinadamente contra o progresso que prega justamente a organização do nosso setor, para que aqueles que investiram tempo e dinheiro em formação e experiência tivessem garantidos seus direitos às oportunidades. Afinal, ninguém, nem mesmo os haters gostariam de perder oportunidade para uma pessoa bem menos qualificada, ou saber que quem ganhou a vaga é alguém que está pedindo a metade do salário para fazer o mesmo, desvalorizando a si e a todos os demais informatas do país.

Os haters não compreendem as implicações de seus pensamentos, sendo levados por raciocínio que não apresenta um fundamento prático. Afinal ninguém quer que as nossas informações sejam processadas de forma incorreta acarretando prejuízos financeiros ou de saúde. É preciso levar com seriedade a questão da regulamentação, e alguns haters amadurecerão para esta ideia, porque ela é felizmente justa.

Agora temos que dizer descanse em paz ao projeto 607 de 2007. É preciso mais de 20 votos para ressucitá-lo no Senado coisa que certamente não acontecerá com o padrão governista que temos, onde os partidos da base são na maioria todos aliados do PT, justamente o partido de Wellington Dias que travou o projeto de lei até que culiminasse no seu arquivamento.

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Seguiremos em frente, novos projetos surgirão, de mentes mais capazes, e votados por políticos sérios e empresas que compram a ideia da organização, segurança e qualidade nos Sistemas de Informação do Brasil.

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