Arquivo da tag: regulamentação

Wellington Dias deixa o Senado Federal e finalmente libera o projeto de lei de regulamentação do Analista de Sistemas

wellington-deixa-o-senadoWellington que agora conseguiu o cargo de Governador do Piauí deixa o Senado e liberou o projeto de lei que regulamenta a profissão “Analista de Sistemas e correlatas” que estava engavetado em seu poder desde 25/05/2013. Passou-se mais de um ano e agora pedimos a todos os informatas que acompanhem e cobrem do presidente da CAS – Comissão de Assuntos Sociais o trâmite deste projeto.

Infelizmente a Comissão de Assuntos Sociais é composta por um membro do PMDB, aliado do PT e pelo PCdoB, um partido comunista. Acreditamos que ambos partidos não terão grande interesse em tramitar este tipo de projeto, pela falta de entendimento da criticidade que envolve esta profissão, já que está lidando com dados de pessoas em diversos setores do país. Como não há uma legislação que exija uma formação mínima para atuar nesta profissão, vemos diversos tipos de profissionais não habilitados improvisando soluções sem o menor cuidado no planejamento e desenvolvimento de soluções de software, que observem os fatores qualidade e segurança. Obviamente qualidade e segurança andam na contra-mão da velocidade de entrega.

Assistimos calados ao frenesi de empresários, sempre apressados, por necessidade política ou estratégica, de entregar sistemas num prazo curtíssimo, o que acarreta prejuízo para cidadãos e negócios em diversas áreas como bancária, crédito, transportes, aviação, comércio eletrônico, bolsa de valores, entre outros.

CORRENDO

Uma falha grave nestes sistemas pode acarretar prejuízo a todos nós e percebemos que em alguns casos nunca há um analista responsável mal uso das informações, pelo vazamento de dados de cartão, endereços e telefones. Você se pergunta como diabos uma empresa de telemarketing consegue seu nome e seu número telefônico? Claro que estes dados vem de sistemas de informação que são consultados por funcionários das empresas onde estes bancos de dados estão expostos sem o menor rigor no controle das informações. Entendemos que a empresa não deveria ser responsabilizada pelos atos equivocados destes funcionários e que deveria sim haver a assinatura de um analista habilitado, responsável e comprometido com a segurança e qualidade do projeto. É preciso que haja um responsável para que o mesmo receba a advertência e corrija as não conformidades.

Entendemos que a empresa deve ser protegida das ações involuntárias e mal intencionadas de seus funcionários, pois é importante que o senso de responsabilidade e ética faça parte da constituição do profissional. O Senado tem que compreender que assim como um engenheiro assina uma obra, ele está atestando que a solução oferecida segue todas as normas e padrões conhecidos. Caso o prédio venha a cair, ele deve ser o único responsabilizado.

Uma das formas de garantir qualidade nos sistemas de informação brasileiros é através da criação de uma lei que regulamente, que institua regras mínimas para o exercício da profissão, que no caso do projeto de lei que hoje tratamos aqui é o 607 de 2007, do Analista de Sistemas.

Se você refletiu e compreende que sistemas de informação devem ser levados a sério e que os dados dos cidadãos devem ser manipulados por sistemas seguros que ofereçam padrões mínimos de qualidade, mande sua mensagem de apoio ao projeto de lei para regulamentação desta profissão do Analista de Sistemas pela página:

http://www.senado.leg.br/senado/alosenado/default.asp?s=fs&area=internet&a=f

ou por correio eletrônico a:

1) Presidente da CAS: Senador Waldemir Moka – PMDB – MS

nome civil: Waldemir Moka Miranda de Britto
data de nascimento: 10/10/1951
partido / UF: PMDB / MS
naturalidade: Bela Vista (MS)
endereço parlamentar: Ala Alexandre Costa gab. 07
telefones: (61) 3303-6767 / 6768
FAX: (61) 3303-6774
correio eletrônico: waldemir.moka@senador.leg.br

2) Vice presidente da CAS: Senadora Vanessa Grazziotin – PCdoB – AM

nome civil: Vanessa Grazziotin
data de nascimento: 29/06/1961
partido / UF: PCdoB / AM
naturalidade: Videira (SC)
endereço parlamentar: Ala Senador Alexandre Costa Gab 05
telefones: (61) 3303-6726
FAX: (61) 3303-6734
correio eletrônico: vanessa.grazziotin@senadora.leg.br

Acompanhe o resumo da tramitação do projeto de lei do Analista de Sistemas

http://www.senado.leg.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82918

Fiquem à vontade para enviar suas mensagens para outros senadores!

regulamentacao-do-analista-de-sistemas

Anúncios

O informata ajuda você a tomar as melhores decisões com Sistemas de Informação

contrate-informatas-habilitados

Nós ajudamos milhões de brasileiros a tomarem as melhores decisões em seus negócios e empreedimentos mais variados, em diversos setores. Através de gráficos, estatísticas, processamento de dados, nossos sistemas produzem informações que auxiliam profissionais de níveis tático e estratégico a conduzir da melhor maneira seus negócios. Também apoiamos milhões de brasileiros oferecendo sistemas, aplicações/aplicativos para setores educacionais, de comunicação, saúde, entretenimento, notícias, logística, energia, aeronáutico, bancário, financeiro, entre tantos outros.

A profissão do Informata é crítica e fundamental para o sucesso de inúmeros negócios. E hoje mais do que nunca precisamos organizar o setor de informática no Brasil, fomentando a discussão e a mobilização para que hajam fundamentos mínimos a serem seguidos por todos os Informatas.

Obviamente, o mínimo que se espera de um desenvolvedor de sistemas é que conheça, além de linguagens especializadas de programação, os fundamentos da sua especialidade, ou seja, os fundamentos da Programação tais como algorítmos estruturados, pseudocódigo, métodos de ordenação, classificação, passagem por referência, passagem por valor, vetores, bubble sort, árvore balanceada, lógica fuzzy, entre tantos outros. Se não podemos garantir que o desenvolvedor tenha a habilidade mínima requerida para produção de soluções, estaríamos comprometendo o sucesso de diversos negócios, empresários teriam mais prejuízo com retrabalho e correção de sistemas mal elaborados.

Além do Informata que atua na especialidade de Desenvolvedor de Sistemas, temos uma série de Informatas como Analista de Redes, Arquiteto de Software, Analista de Banco de Dados e tantos outros. E claro, que o Brasil deve esperar que estes informatas dominem ao mínimo os fundamentos de suas respectivas especialidades, por exemplo:

  • o analista de rede deve entender de máscara de redes, octetos de rede, classificação de redes, protocolos de comunicação OSI, TCP/IP, WAN, projeto de infraestrutura de rede…
  • o analista de banco de dados deve entender de modelagem de banco de dados relacional, álgebra relacional, teoria de conjuntos, Conceitos de Data Warehouse, Transações, Conceito Atomicidade, Consistência, Isolamento, Durabilidade de dados, Segurança de Dados…
  • o arquiteto de software deve entender os fundamentos de engenharia de software, modelagem de arquitetura, métricas para medição de performance, práticas de governança, projeto de arquitetura empresarial, plataformas tecnológicas de desenvolvimento, Orientação a Objetos, Orientação a Serviços,..

Enfim, poderíamos citar as 200 especialidades exercidas pelo Informata mas já lhe damos a ideia do quanto é importante que cada um tenha bem presente o seu respectivo conhecimento específico. Este conhecimento é vital para o sucesso de empreendimentos brasileiros. Quando uma empresa contrata profissionais que não possuem os conhecimentos fundamentais básicos para exercer uma especialidade, a qualidade do serviço estará comprometida e isto pode afetar muitas pessoas, dependendo do alcance e impacto que o sistema tem na vida dos demais, tais como:

  • sistemas bancários
  • sistemas de saúde
  • sistemas de crédito
  • sistemas aeronáuticos
  • sistemas de tráfego
  • sistemas logísticos

A segurança, processamento e armazenamento correto de determinadas informações devem ser observados pelos Informatas e por esta razão não há espaço para amadores, pois não podemos comprometer os dados ou até mesmo causar transtornos aos cidadãos que utilizam nossos produtos.

Tendo em vista a necessidade de organizar o caos instalado no Brasil, da produção e massa de sistemas de informação que não abarcam em si os fundamentos básicos lecionados em todas as áreas da informática, é imperativo que busquemos a regulamentação, para que uma lei se estabeleça e que os sistemas de informação possam assegurar segurança e qualidade aos seus usuários. Não podemos aceitar que governos, prefeituras, empresas públicas ou privadas por questões políticas queiram implantar o sistema sem dar o tempo hábil para análise, desenvolvimento e teste, seguindo o processo completo de ciclo de vida estabelecido em diversas literaturas para Sistemas de Informação. Da mesma forma existe um processo de suporte e apoio técnico ao sistema a fim de oferecer a infraestrutura necessária segundo os fundamentos dentro da esfera da Tecnologia de Informação. A informática tem em si Sistemas de Informação e Tecnologia de Informação de mãos dadas, onde atuam em conjunto informatas das mais diversas especialidades, e por isso é importante valorizar os profissionais e conscientizar a nação, setores públicos e privados que é necessário obedecer determinados critérios para construção de sistemas de informação eficientes e seguros.

Devemos sim dar um basta no ôba-ôba, no improviso e começar a tratar mais Informática como Ciência e que um conjunto de processos precisam ser obedecidos da mesma forma como é feito nas demais Engenharias.

Se você também acredita que o Informata deve ser valorizado, una-se a nós. Estamos presentes nas seguintes redes sociais:

Temos uma lista de distribuição que você poderá fazer parte, visível na página

Google: https://groups.google.com/forum/#!forum/confei

Você pode receber avisos urgentes através desta lista, diretamente ao seu e-mail. Garantimos que você está 100% livre de comerciais e ruídos. Para se cadastrar no grupo é só enviar e-mail para:

Inscreva-se no Google Groups do CONFEI

Ainda não permitimos que membros enviem e-mails para todos os demais participantes desta lista, ou seja, somente administradores podem enviar comunicados urgentes. Caso você precise interagir com os administradores, basta enviar uma mensagem para:

Proprietários do grupo CONFEI

Para você que ainda não leu nosso projeto de lei que busca valorizar o Informata, basta baixar aqui o projeto de lei para Regulamentação da Profissão do Informata.

Participe, ajude a conscientizar nosso país! Vamos demonstrar juntos a empresários e líderes de diversos setores que a Informática precisa ser levada a sério, que os Informatas devem ter conhecimento e tempo hábil para desenvolver com cautela soluções para que possam garantir qualidade e segurança às informações de milhões de pessoas e negócios do Brasil.

A regulamentação do Informata será discutida no Senado Federal?

Em pleno período eleitoral, será mesmo que vamos ter senadores discutindo sobre a regulamentação do Informata?

Bom, nossa proposta de debate está entre as mais votadas. A figura que circula na internet publicada pelo Senado Federal no Facebook:

10620795_767563039975019_246281956472399972_n[1]

Já na página do Senado Federal estamos em segundo lugar. O assunto ‘Maconha’ é bem polêmico e pontua em primeiro lugar.

Propostas de debate no Senado Federal

É interessante o debate fosse realmente levado a cabo no Senado Federal, mas num ano de eleições, vemos que isso seria bem um cenário pouco provável, sobretudo quando há outros temas mais polêmicos que parecem despertar mais o interesse da nação.

O projeto de lei 607 de 2007, que está ali associado à proposta de debate não é exatamente o projeto ideal que queremos ver aprovado, porque ele utiliza termos inadequados, referindo-se a regulamentar as profissões de “analista de sistemas e correlatas”. Entendemos que não pode haver o termo correlatas à Analista de Sistemas pois todas as demais especialidades de Informática são igualmente importantes, tais como Engenheiro de Software, Arquiteto de Software, Analista de Banco de Dados, Analista de Suporte, Analista da Computação, Analista de Requisitos, Tecnólogo em Processamento de Dados, Analista de Tecnologia de Informação, Gerente de Tecnologia da Informação e tantos outros.

E foi justamente por essa razão que estamos nos últimos anos utilizando o verbete Informata em nossa língua, que é um termo generalista que engloba todas as especialidades exercidas por profissionais que atuam exclusivamente dentro da área Informática, mesmo em empresas cujo setor seja de outra área (exemplo: Bebidas, Logística, Aviação, Bancário, Médico, Entretenimento, etc).

informatas

Os Informatas agradecem ao Senado Federal que finalmente tem estabilizado o serviço de votação de propostas de debate. O nosso grupo Conselho Federal de Informática (CONFEI) fica muito feliz pelo espaço.

Queremos garantir que haja segurança no processamento e armazenamento de informações. Produzimos sistemas para Bolsa de valores, Bancos, Aeroportos, Seguradoras, Atendimento e acompanhamento médico, entre tantos outros que são tão sérios e devem ser tratados com cuidado e ética.

Percebemos que o povo brasileiro valoriza cada vez mais a privacidade das informações e como elas são manipuladas. Nossos números de cartão de crédito, endereços e dados pessoais circulam na internet e sistemas computacionais públicos e privados muitas vezes com pouca responsabilidade.

A Informática é uma ciência que envolve uma série de fundamentos que devem ser levados em conta na produção de sistemas de informação, processamento, difusão e armazenamento. E por isso precisamos de leis que garantam que somente pessoas responsáveis com experiência na área de Informática possam efetivamente trabalhar com informática em sistemas que impactam a sociedade.

Caso você queira apoiar o debate, visite o link http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaopropostaaudiencia?id=12981, cadastre seu nome e endereço de e-mail no site do Senado. Você receberá um e-mail do Senado Federal pedindo para confirmar seu voto através de um link. É só visitar o dito link para confirmar o voto.

VOTAR

Conheça nossa mobilização no Facebook: www.facebook.com/groups/confei

Siga-nos twitter http://twitter.com/CONFEIOficial

Leia nossos artigos no https://confei.wordpress.com/.

Quer se engajar e receber avisos e colaborar realizando tarefas para o grupo CONFEI? Cadastre seu e-mail para receber somente notificações e pedido de ajuda importantes (não praticamos Spam) Visite https://groups.google.com/forum/#!forum/confei

Conheça o nosso projeto de lei 5487/2013, mais flexível e justo que o 607/2007: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=D86DD9D99CC304D5BE2BA4D0A14F738F.proposicoesWeb2?codteor=1084537&filename=PL+5487/2013

Todos são bem-vindos com ideias para crescer a Informática no Brasil, com responsabilidade.

 

Reaberta a discussão da regulamentação do Informata

Foi reaberta a discussão no Senado pelo nosso amigo Ronald Pires para que os políticos discutam a regulamentação do Informata, os problemas que podem ser causados pelo exercício irregular da profissão bem como os transtornos que podem ser causados à sociedade pela má prestação destes serviços.

Clique aqui para dar o seu apoio à regulamentação do Informata, e ao receber e-mail do Senado Federal, clique no link recebido confirme seu apoio!

Compartilhe com seus amigos!

eu-apoio-a-regulamentacao-do-informata

https://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaopropostaaudiencia?id=12981

Faça parte de nosso grupo nas redes sociais!

Exemplo de projeto de lei que regulamenta uma profissão, baseado na constituição

Como é que se cria um projeto de lei que regulamenta uma profissão? Antes de mais nada é preciso saber se a profissão já está ou não regulamentada, ou seja, se há regras para que ela seja exercida pelas pessoas, se há condições e até mesmo piso salarial bem definidos.

Esse foi o caso dos Agentes de Saúde. O senador Rodolpho Tourinho, do PFL da Bahia, em 2006 criou um projeto de lei com este propósito:

“Regulamentar os §§ 4º e 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal (exclusivamente servidores públicos) amparado pelo parágrafo único do art. 2º da Emenda Constitucional nº 51 , de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.”

O projeto de lei do senado PLS 270/2006 deu origem ao projeto de lei da câmara PL 7495/2006. Como vemos, a tramitação em 2006 entre uma casa e outra foi bem rápido. Só em 2014 foi aprovado e projeto retornou ao senado federal onde teve sua tramitação encerrada.

Antes de vermos o projeto de lei, devemos ver quais são os incisos do no artigo 198 da Constiuição Federal de 1988 que estão sendo regulamentados:

§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 51, de 2006)

§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 51, de 2006) (Vide Medida provisória nº 297. de 2006)

O artigo 13 do projeto de lei aprovado se refere claramente ao piso salarial:

Art. 13. Ficam criados 5.365 (cinco mil, trezentos e sessenta e cinco) empregos públicos de Agente de Combate às Endemias, no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. 10, com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei, cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses
profissionais.

A regulamentação da profissão do Agente Comunitário de Saúde está presente deste o Artigo 1o. até 4o. onde se apresentam as atribuições da profissão.

Art. 1º As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias passam a reger-se pelo disposto nesta Lei.

Art. 2º O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias, nos termos desta Lei, dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS…

§ 1º Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias são amparados pela legislação que trata do exercício de atividades em ambientes insalubres.
§ 2º As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias são consideradas de relevante interesse público.

Art. 3º O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde,…

Art. 4º O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças endêmicas…

No Artigo 6o. é apresentado as condições para que seja exercida a profissão de Agente comunitário de saúde: residir na área, haver concluído curso de formação inicial, ensino fundamental, etc.

Ronaldo Caiado, do DEM/GO, foi um dos apoiadores do projeto de lei, o que ajudou a regulamentação da profissão. Uma nova ementa na redação do projeto de lei alterou a lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, para instituir piso salarial profissional nacional e diretrizes para o plano de Carreira dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Trocando em miúdos, existe um piso salarial bem definido e os agentes não ganharão salários menores que o piso definido em lei.

Nesse caso o anexo nada mais é que uma tabela, que pode ser vista no projeto de lei aprovado aqui.

Como não há um Conselho para monitorar as atividades dos agentes e receber denúncias de condutas inadequadas, esse papel de supervisão das atividades acaba sendo absorvido pelo Ministério da Saúde e pelo gestor imediato de cada agente.

Se é possível tramitar um projeto justo que valoriza os agentes comunitários de saúde do Sistema Único de Saúde, por que não tramitarmos um projeto de lei para valorização dos Informatas do nosso país?

O governo petista sempre encontrou uma forma de boicotar projetos de lei, mas com alianças de lideranças honestas, é possível tramitar projetos de interesse público.

Com um pouco de dedicação e alianças adequadas, poderemos conquistar esta vitória para a nossa classe.

RECEITA PARA O INFORMATA

Como fica a informática sem regulamentação? Um CAOS

Por mais que os analistas de sistemas detectem falhas causadas por outros analistas de sistemas e desenvolvedores, simplesmente eles parecem não serem ouvidos.

Muitas vezes esse problema advém de profissionais com pouco conhecimento ou formação inadequada, o que acarreta em infortúnios como o que vimos esta semana com a falha nos sistemas do Banco do Brasil e Bradesco, onde foram expostas informações privadas de milhões de clientes na internet.

Para que você veja a dimensão do problema, os dados dos clientes puderam ser acessados inclusive pelo Google, de acordo o jornal Folha de São Paulo no dia 26/08/2013.

O informata Carlos Eduardo Santiago descobriu que as brechas do Bradesco surgiam após clientes gerarem boletos online.

Dados eram expostos como nome, endereço, CPF, agência e número da conta, além do valor e do estabelecimento do pagamento citado.

Analistas de sistemas incompetentes do Bradesco e Banco do Brasil

Esta debilidade também pode ser encontrada por este autor, onde se constatou que a empresa Braspag Tecnologia em Pagamento Ltda, responsável pelo pagador.com.br que gerencia os boletos  da DELL do Brasil, era possível consultar boletos bastando utilizar modificando a querystring das URLS, onde o visitante podia facilmente ver boletos de outros clientes e valores adquiridos.

No caso do Banco do Brasil, qualquer pessoa que tivesse acesso à seção de Seguros Residenciais, até a última quinta (dia 22/08/2012), conseguiam ter acesso aos dados de outros segurados tais como: CPF, nome, endereço, telefone, e-mail, agência e número da conta, bastando alterar um código. De acordo com Santiago, a modificação não exigia conhecimentos avançados e podia ser feita de qualquer pessoa.

Mesmo entrando em contato com o Banco do Brasil, nada foi alterado.

Isso demonstra que a falta de regulamentação da profissões pode causar maiores transtornos aos cidadãos, já que simplesmente não há um pessoa, setor ou organismo responsável pela falha. Ninguém assume o problema. Ao publicarem dados de pessoas a todo tipo de internauta, a segurança destas pessoas fica amplamente comprometida. A SBC que se entitula como sociedade de computação defende que a nossa profissão não seja regulamentada, e eis aqui uma prova de que a falta de regulamentação vai de contra ao progresso, contra a responsabilidade ao abraçar profissionais desqualificados e irresponsáveis para exercício da profissão do Informata.

Os Analistas de Sistemas de todo país repudiam este total desrespeito e falta de atenção na elaboração de sistemas que expõe informações sigilosas de clientes comprometendo sua segurança e de seus familiares. Precisamos e vamos dar um basta nesta falta de respeito com o povo brasileiro. As organizações financeiras, o setor aeronáutico, médico e tantos outros que possuem a informática em seu meio precisam de pessoas responsáveis, habilitadas e capazes para exercer sua profissão. Precisamos de pessoas realmente interessadas em mudar essa realidade e que a profissão do Informata seja regulamentada, de forma que este tipo de falha grave não volte a ocorrer, e que se vier a ocorrer, os culpados sejam punidos e percam o direito de exercer a sua “atividade”.

Existe algo tão impactante como o vazamento de dados financeiros de 1 milhão e oitocentos mil clientes?

– Talvez um erro médico, quem sabe?

O que é representatividade e como ela pode ajudar os Informatas do Brasil

Compreender o que é representatividade é fundamental para alcançar objetivos tais conseguir melhores condições de trabalho, obter a tão sonhada justiça salarial, redução de carga tributária empresarial, e até mesmo acelerar a tramitação do projeto de lei para a Regulamentação do Informata bem como a constituição do nosso sonhado Conselho Federal de Informática.

A representatividade é termos alguém – pessoa, instituição, órgão (exemplo: Líder de movimento, Político, Sindicato, Associação, Conselho, etc) – que represente um grupo de pessoas para defender seus interesses, fazendo portanto com que este grupo de pessoas se torne representativo (tenha importância e valor) perante um outro alguém – pessoa, instituição ou órgão (exemplo: Político, Câmara, Senado, Associação, etc).

Ou seja, a representatividade é o canal pelo qual veiculamos a comunicação entre duas entidades, na qual no lado transmissor da ideia temos como entidade um representante de um grupo; no nosso caso os Informatas. Do outro lado temos o receptor, que é a entidade que queremos que receba nossa mensagem, que pode ser um político ou até mesmo o Senado Federal.

É muito difícil realizar esta ação de modo solitário. Sozinhos não temos representatividade. Entendamos esta representatividade como força, valor, importância política.

informata-palhaco

Daremos um exemplo claro. Imagine o João das Couves, Informata, que é Analista e tem por especialidade a área de Suporte Técnico. O João defende muito a ideia da união da classe trabalhista dos Informatas, vê como a sua profissão é desvalorizada, se espanta com os salários baixos praticados pelo mercado, foge de cursos de formação caríssimos porque seu salário não banca este luxo, fica perturbado com pessoas sem qualificação trabalhando na área de informática, detesta o acúmulo de funções porque até pedem para ele se meter em assuntos de banco de dados que nem é “sua praia”, é avesso aos altos impostos cobrados em produtos de informática, se sente desmotivado ao ver pessoas contrárias à união e à ordem, nem pensa em abrir empresa de Suporte pelo alto custo para manter empregados, que sonha com criar um produto tão inovador como os criados até então pelo sonho Norte Americano.

O João tem muitas ideias, conversa com muitos amigos, e decide por si mesmo fazer a diferença entrando em contato com outras entidades que possam ajudar a diminuir os problemas na área de informática.

O João manda uma carta para um líder de partido, mas o líder não responde. Depois o João manda um e-mail para um senador, e não tem resposta. Decide descer na hierarquia e manda um e-mail para um deputado, mas não tem resposta. João escreve para uma sociedade que supostamente defende melhoria no setor da informática, mas que na prática foi comprada por um grupo de empresários que tem interesse na continuidade do caos. João descobre que não há nada que possa fazer para mudar a sua realidade.

Passaram 20 anos, e nada parece mudar. O João já anda desmotivado e cético: ele não acredita que possa haver no Brasil uma mudança positiva e significativa em prol da Informática. Parece que todos os Informatas estão condenados a passar por dificuldades na vida laboral.

João vê nas notícias casos de paralisação de serviços de informação que não se comunicam de forma adequada, prejudicando a emissão de vistos para cidadãos brasileiros porque alguém teve a brilhante ideia de integrar sistemas da Polícia Federal com o Ministério de Relações Exteriores, sem NENHUM PLANEJAMENTO, sem testes, sem estudo sério.

João lembrou daquele outro incidente com o ENEM, em que o portal ficou fora do ar e os estudantes não conseguiam fazer sua inscrição. O site dizia, equivocadamente, que o prazo de inscrição estava “encerrado”.

João viu o quanto a privacidade de certas informações como dados de cartão de crédito são sucetíveis a roubo, pelo fato de servidores de banco de dados estarem expostos na internet a toda sorte de ataque. Lembrou de um amigo seu, que depois que voltou de viagem, viu uma compra (que desconhecia) feita com seu cartão de crédito. Lembrou também de uma amiga cujo CPF foi utilizado para abrir uma Sapataria, que estava devendo “Deus e o Mundo”, fazendo com que o nome de sua amiga ficasse sujo no Serasa.

João viu o quanto é importante ter segurança nas informações em todas as áreas críticas do país, como dados médicos corretos, bolsa de valores, sistema bancário, finaceiras e agências de crédito. João imaginou o caos que seria se tudo continuasse como está, sem regras, sem leis, sem regulamentação.

Mas o que João pode fazer sozinho? Mesmo ele com seu grupo de amigos reunem pessoas que tampouco tem representatividade. Nenhuma pessoa nesse grupo é um político, nenhuma pessoa nesse grupo representa uma instituição que tenha importância. Como alcançar a representatividade?

João viu notícias sobre o caso dos Físicos, que trabalham pela regulamentação e identificou que eles foram recebidos de braços abertos por um Senador. Essas pessoas recebidas pelo Senador não eram do tipo “João Ninguém”: cada uma tinha uma importância e representavam algo, um sindicato, uma associação, um grupo. João viu o Senador receber presidente da associação tal, presidente do sindicato tal, etc. E aí ele entendeu que para continuar com o movimento da forma eficaz é preciso ter representatividade.

É numa entidade representativa que João terá um agente de mudança. É essa entidade que irá representar os informatas, dando-lhes o devido valor através de uma pessoa que possa representar o grupo e defender seus interesses junto à esfera política. É certo que existem entidades que são simpáticas à regulamentação do Informata, mas não vemos engajamento, busca ou procura destas entidades nos grupos e nas redes sociais de forma que comecem a marcar reuniões com membros da esfera política. As entidades simpáticas infelizmente parecem passivas, e não demonstram grande interesse ou motivação para a mudança. Talvez porque os políticos atuais não favoreçam o florecer da regulamentação, e aguardam uma renovação de políticos para que possam tentar uma mudança real.

confei-defensor

João sabe que se quiser representatividade é preciso que ao menos haja um órgão que defenda os profissionais da área, num patamar muito mais alto que um sindicato. É preciso uma Agência, um Superintendência, um Conselho.

Através de uma instituição sólida, João como membro poderá ter um canal de comunicação direto com os representantes que irão ouvi-lo a fim de discutir as questões mais críticas que afetam o setor de Informática. O Conselho por sua vez tem força e representatividade, tem poder para conseguir reuniões com membros da esfera política que estarão mais receptivos e dispostos a colaborar com projetos de lei que realmente interessam aos Informatas do Brasil.

Agora o que o João faz é conscientizar os amigos da importância da formação de uma organização que possa representa-los de modo mais pró-ativo. João entende que mudanças radicais são difíceis, e dar um passo de cada vez é fundamental para o sucesso. Então, junto com os amigos, João divulga o movimento pela Regulamentação do Informata, para que ao menos com esta vitória, seja possível atingir o próximo objetivo que é a instituição do Conselho Federal de Informática do Brasil. E com uma representatividade tão forte como um Conselho todos os informatas contarão com apoio para melhoria qualidade da Informática no Brasil, valorização profissional, reconhecimento, definição clara de atribuições para determinados cargos, e inúmeros projetos de lei de interesse que permitam a todos crescerem e competirem a nível internacional com soluções de SI e TI realmente inovadoras.

João acredita na mudança e pede para que você faça parte dela.


Não está convencido(a) sobre o poder da representatividade?

Então confira os artigos abaixo sobre o Conselho Federal de Engenharia:

CONFEA pede apoio do senador, José Agripino, no Congresso Nacional

http://www.blogdocapote.com/site/index.php?pagina=92

O senador, José Agripino, recebeu nesta terça-feira (7), em Brasília, a visita do novo presidente nacional do CONFEA- Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, José Tadeu da Silva. O engenheiro civil, eleito para comandar a instituição até dezembro de 2014, pediu ao parlamentar apoio aos projetos de interesse do Conselho que tramitam no Congresso Nacional. 

“Esta semana começamos uma série de visitas aos senadores e deputados. É oportuno iniciar esse trabalho pelo gabinete de um senador cuja formação profissional é engenharia civil. Certamente, ele terá uma visão diferenciada para lutar pelos nossos pleitos”, argumentou Tadeu. 

De acordo com Tadeu, a atual gestão tem como prioridade fortalecer a engenharia brasileira e ampliar a participação de profissionais do setor no cotidiano de políticas públicas em todas as regiões do país.

Na ocasião, foi entregue ao senador um documento com os principais temas de interesse do CONFEA no legislativo nacional. 

Agripino aproveitou o encontro para confirmar presença na posse do novo presidente do Conselho que será realizada às 18h do dia 14 de março no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. 


Ainda não está convencido(a)?

Minuta de projeto de lei visa investimento em capacitação profissional

http://www.confea.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=15367&sid=10

Uma minuta de projeto de lei , elaborada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), sugere a alteração da redação do parágrafo único do art. 36 da Lei nº 5.194, que diz: “Os Conselhos Regionais poderão destinar parte de sua renda líquida, proveniente da arrecadação das multas, a medidas que objetivem o aperfeiçoamento técnico e cultural do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo”. A ideia do PL é retirar o termo “proveniente da arrecadação das multas”, para que os recursos a serem investidos no profissional não se limitem apenas àqueles advindos das multas.

“Assim poderão ser utilizados recursos de anuidades, ARTs, e outros. A alteração é simples e é um investimento para o próprio profissional que paga a anuidade.”, defende José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea.